5 coisas fascinantes de Juno, a missão que está a ponto de entrar na órbita de Júpiter
Após cinco anos de viagem, sonda espacial se prepara para orbitar o maior planeta do Sistema Solar; êxito de missão poderá ajudar a desvendar mistérios da formação da Terra.
Construída como um tanque blindado, a sonda espacial Juno tentará a partir desta segunda-feira (4) orbitar por um ano o maior planeta do Sistema Solar: Júpiter.
Salto ao desconhecido
Salto ao desconhecido
Júpiter é uma esfera gasosa que já foi descrita por especialistas como "um monstro que gira a tal velocidade que faz com que sua gravidade lance pedras gigantes, cometas e raios cósmicos para fora". Em outras palavras, "qualquer coisa que se aproxime pode se converter em sua arma", alertou Scott Bolton, investigador chefe da missão. Mas isso não significa que se não se deva pelo menos tentar a aproximação ao planeta, que guarda segredos sobre como se formam elementos como água, hélio, metano e hidrogênio.
Buscando "problemas"
Para coletar a informação necessária, Juno terá que se aproximar de uma atmosfera cheia de obstáculos. Muito abaixo das nuvens do planeta há uma camada de hidrogênio com pressão tão forte que age como condutor de eletricidade. Pesquisadores estimam que essa combinação de hidrogênio metálico com a rotação rápida de Júpiter - um dia dura dez horas - gere um campo magnético poderoso, onde elétrons, prótons e íons envolvem o planeta e viajam quase à velocidade da luz. Entrar nesse campo de partículas de alta energia seria um encontro com o ambiente mais radioativo de todo o Sistema Solar.
34 voltas
Outra novidade sobre o tipo de órbita que a sonda fará é o formato oval. Isso permitirá aproximar a sonda o máximo possível de Júpiter e ao mesmo tempo distanciá-la até quase alcançar a lua Calisto. Ao todo, estima-se que a nave dê 34 voltas, que cobrirão todo o globo em aproximadamente um ano terrestre. Cada voo perto do planeta durará o equivalente a um dia na Terra, e em seguida a sonda se afastará do planeta e de sua radiação.Mas a sonda passará suficientemente próxima para sentir toda a força do campo magnético de Júpiter, estimada em 10 a 12 Gauss - a da Terra é de 0,5 Gauss.
Encontro com magnetosfera
Júpiter é conhecido por sua enorme magnetosfera, que nada mais é do que o resultado da colisão entre o campo magnético do planeta e ventos solares supersônicos. Ao estudar a magnetosfera, astrônomos poderão entender melhor como se gera o campo magnético de Júpiter. Também esperam descobrir se o planeta tem um núcleo sólido, o que deverá dar pistas importantes sobre a formação do planeta. Para isso, Juno conta com dois magnetômetros, que ajudaram a mapear o campo magnético do planeta com precisão. Um dos mistérios que os pesquisadores esperam desvendar é como o campo magnético de Júpiter se formou.
FONTE: G1/GLOBO



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