segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Água em solo marciano traz novas esperanças

Curiosity em Marte (Foto: NASA)
As amostras de solo do "planeta vermelho" coletadas pela sonda Curiosity trazem uma nova esperança para uma futura exploração humana em marte. Quem sabe até o estabelecimento de uma colônia?

Foi divulgado pelos pesquisadores da NASA, nesta quinta (26), que a primeira amostra analisada do solo de marte continha cerca de 2% de água. Por que isso é importante? Porque essa informação traz a esperança de uma forma de hidratar os humanos que futuramente virão explorar o planeta vermelho.

"Vemos marte como um deserto muito seco e embora não se encontre tanta água quanto no solo da Terra, é substancial", informou Laurie Leshin, a principal autora do estudo publicado pela renomada revista científica americana "Science".

Em 0,03 m³ de solo marciano, um bloco com largura, profundidade e altura proporcional a um pé, "talvez que você possa tirar dali uns dois 'pint' (0,94 litros)", acrescente Lenshin, decana de Ciência do Instituto Politécnico Renssealer.

Nenhuma agência espacial tem planos para levar pessoas a marte, pelo menos não a curto prazo, mas os Estados Unidos dizem ter esperança de conseguirem enviar os primeiros humanos para marte por volta de 2030.

Indícios de água no vizinho empoeirado e seco da Terra não são novidade.
Sondas e orbitadores já tinham descoberto anteriormente evidências que Marte provavelmente tinha água, seja na forma de gelo, de reservatórios subterrâneos ou, inclusive, água potável, talvez bilhões de anos atrás.
Mas as evidências mais recentes vieram de dez dos equipamentos mais avançados já enviados para investigar a superfície marciana a bordo da sonda Curiosity, que pousou ali em 2012.
As descobertas, descritas em cinco diferentes artigos publicados na "Science", incluem a análise de uma amostra de pó, terra e solo finamente granulado de uma parte da Cratera Gale, conhecida como Rocknest (berço rochoso).
Leshin disse que a amostra analisada pela sonda Curiosity provavelmente representa o que se poderia encontrar em outras regiões de Marte, uma vez que o planeta é coberto com uma fina camada de solo superficial.
'Agora sabemos que deve ter havido água em abundância e facilmente acessível em Marte', disse Leshin.
Fonte: G1

domingo, 29 de setembro de 2013

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Viada Alienígena na estratosfera?

Um professor da Universidade de Sheffield (Reino Unido) afirma ter coletado material orgânico a 27 mil m de altitude. Segundo Milton Wainwright, não é conhecido nenhum fenômeno natural capaz de levar essas partículas a essa altitude, com exceção de violentas erupções vulcânicas. 
Fotografia divulgada nesta sexta-feira (20) pela Universidade de Sheffield mostra o que um grupo de cientistas britânicos considera uma partícula de vida do espaço. Eles acreditam ter encontrado provas da existência de vida fora da terra. Foto: EFE/Universidad de Sheffield/Ho
Contudo, como nenhum vulcão entrou em erupção nos últimos três anos na região pesquisada, Wainwright conclui que a única fonte possível para essas "entidades biológicas" é o espaço. As informações são do Huffington Post. 

"Nossa conclusão é que a vida está continuamente chegando à Terra pelo espaço, a vida não é restrita a este planeta e certamente não se originou aqui", diz o professor. "Se a vida continua a chegar do espaço, então nós temos que mudar completamente nossa visão de biologia e evolução (...) novos livros didáticos terão que ser escritos!" 

Segundo o Huffington Post, Wainwright divulgou seu estudo no Journal of Cosmology, uma publicação especializada controversa, com uma política de revisão por pares "questionável". O professor admite, contudo, que pode ser descoberto um processo natural que tenha levado as partículas à estratosfera. 

O próximo passo, afirma o pesquisador, é descobrir se o material é realmente de fora da Terra. "O experimento absolutamente crucial será o que é chamado de 'fracionamento isotópico'. Nós vamos pegar algumas amostras que isolamos da estratosfera e introduzir em uma máquina complexa. Um botão será apertado. Se a proporção de isótopos nos der um número, então os organismos serão da Terra, se der outro, eles são do espaço." 

Fonte: Terra

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O Sistema Solar

O nosso sistema solar é composto por oito planetas, cinco planetóides, centenas de satélites planetários, milhares de asteróides e milhões de cometas, que orbitam uma estrela anã, localizada no braço de Órion da galáxia Via Láctea. 

Existem várias teorias que tentam explicar sua formação. A mais aceita, conhecida como "hipótese nebular", admite que o nosso sistema solar surgiu há cerca de 4,56 bilhões de anos a partir de uma vasta nuvem de gases (principalmente hidrogênio e hélio) e poeira que se condensou, devido a atração gravitacional, até formar um nódulo central, formando um "proto-sol". Na parte mais externa desta nuvem formaram-se pequenos acúmulos de matéria que passaram a orbitar este proto-sol em vários planos, mas sucessivas colisões entre estes foram acrescendo matéria que, com campos gravitacionais maiores, passaram a absorver o material de órbitas próximas formando proto-planetas, com órbitas praticamente circulares e coplanares com o plano equatorial deste proto-sol. 

A enorme pressão gravitacional no interior deste proto-sol começou a fundir os núcleos de hidrogênio em hélio, que o fez atingir 10 milhões de graus Celsius e começar a brilhar. A radiação liberada nestas fusões nucleares gerou um vento solar muito forte, que passou a varrer os elementos mais voláteis dos planetas mais próximos, deixando-os apenas com os materiais mais pesados, como rochas e metais. Os planetas mais distantes mantiveram quase todo o seu material original, tornando-se os "gigantes gasosos" do nosso sistema solar. Se o maior destes, o planeta Júpiter, tivesse entre 20 e 80 vezes a sua massa atual, poderia também iniciar fusões nucleares em seu interior, tornando-se a segunda estrela do nosso sistema solar, mas do tipo "anã marrom", de baixa luminosidade. 


A forte gravidade de Júpiter impossibilitou que o material mais próximo de sua órbita se acumulasse para formar corpos do tamanho de planetas, que então continuou a orbitar o Sol e formam o que hoje conhecemos como "cinturão de asteróides". 



Nos limites do nosso sistema solar existe ainda um outro cinturão de asteróides denominado "cinturão de Kuiper" (pronuncia-se "Cáiper"). Sua origem é incerta, mas acredita-se que seus objetos são remanescentes da nebulosa proto-solar que deu origem aos planetas. Alguns dos objetos desta região têm dimensões quase planetárias, denominados planetas-anões, como Éris, Caronte e Plutão (considerado um planeta até 11 de Junho de 2008). 



A maioria dos planetas do nosso sistema solar possuem satélites naturais, que são corpos menores que orbitam estes em vez do Sol. Alguns destes satélites naturais podem ter se formado juntos com o planeta que orbitam, outros podem ter sido atraídos e capturados pelos campos gravitacionais dos planetas e outros ainda podem ter surgido dos restos de violentas colisões sofridas pelo planeta que orbitam, como, possivelmente, é o caso da nossa Lua. 



Muito além das órbitas dos planetas, existem ainda pequenos corpos feitos de "gelo sujo" (gases congelados e poeira), considerados resíduos da formação do sistema solar, que também orbitam o nosso Sol. Possuem órbitas altamente elípticas, que os trazem para muito perto do Sol e depois os jogam profundamente no espaço, freqüentemente para além da órbita de Plutão. Quando um destes corpos está distante do Sol, as baixíssimas temperaturas mantêm seu material congelado, em estado sólido. Mas quando se aproxima do Sol, sua temperatura aumenta, fazendo com que as substâncias mais voláteis evaporem e formem uma espécie de atmosfera a sua volta, que é soprada pelos ventos solares formando uma "cauda" que se estende por milhões de quilômetros, sempre na direção contrária ao Sol, quando o chamamos de "cometa".

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Minijato de poeira é visto por sonda da Nasa em um dos anéis de Saturno

Minijato no anel F de Saturno registrado pela sonda Cassini (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)

A sonda espacial Cassini, que estuda Saturno e suas luas desde 2004, registrou um minijato no anel F do planeta dos anéis. A imagem foi feita em luz visível, no dia 20 de junho, e divulgada nesta segunda-feira (16) pela agência espacial americana (Nasa).

Segundo os cientistas, os minijatos são causados por colisões, em baixa velocidade, de poeira vinda do núcleo do anel.
A foto clicada pela Cassini com uma de suas duas câmeras está 48° abaixo do plano normal dos anéis. A imagem foi obtida a uma distância de cerca de 1.400 mil km de Saturno, em uma escala de 8 km por pixel.
No canto superior direito da imagem acima, também aparece o anel A do sexto planeta do Sistema Solar. Seus sete anéis são nomeados de A a G, pela ordem em que foram descobertos. São eles: D, C, B, A, F, G e E.
A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo entre a Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana (ASI). A equipe que processa e libera as imagens fica no Instituto de Ciência Espacial, em Boulder, Colorado.
Saturno e Titã, uma de suas dezenas de luas, em imagem do dia 31 de agosto de 2012 (Foto: HO/Nasa/AFP)

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O fato mais impressionante sobre o Universo

Nós podemos nos perguntar, dentre tantos conhecimentos e fatos que existem em nosso Universo relativamente infinito, qual deles é o mais impressionante? Para alguns a resposta pode ser a ordem, para outros poderia ser a vida, e assim começaríamos uma grande discussão que levaria semanas.
Eu no entanto acredito que a resposta para essa pergunta pareça ser bem pessoal, mas eu digo que compartilho da mesma opinião que do astrofísico norte-americano Neil deGrasse Tyson.
No vídeo abaixo, narrado por Guilherme Briggs (lembra do Buzz Lightyear?), Neil nos conta sobre a sua resposta para nossa pergunta. Qual é o fato mais impressionante do Universo. 
Acredite em mim a resposta desse astrofísico é um tanto encorajadora.

Fiquem com essa resposta sempre em mente! Tenham um ótimo final de semana pessoal!

Imagem da Semana

Galáxia espiral IC 2560 (Foto: Hubble/ESA & NASA)